A diarreia é uma alteração da frequência e da consistência habitual das fezes. Caso estas alterações não ultrapassem as duas semanas, estamos perante uma diarreia aguda.
Quando uma pessoa tem três ou mais episódios de fezes moles ou líquidas num período de 24 horas, isto significa que tem diarreia. Em alguns casos, podem surgir também febre, dores de barriga, inchaço ou flatulência (gases intestinais).
A maioria dos casos de diarreia aguda devem-se a infeções por vírus, bactérias ou parasitas.
A transmissão destas infeções ocorre principalmente ao levar à boca as mãos contaminadas com microrganismos. Isto acontece por contacto direto com uma pessoa doente, ou com superfícies e objetos contaminados.
DIARREIA VIRAL
A gastroenterite viral é a causa mais frequente de diarreia aguda, tanto em crianças como em adultos. Pode ser causada por diversos tipos de vírus. Além da diarreia, causa frequentemente febre, náuseas e vómitos.
DIARREIA BACTERIANA
A maioria das diarreias agudas bacterianas são originadas pela ingestão de alimentos contaminados, tais como carne e ovos crus ou malcozinhados, e leite ou laticínios não pasteurizados. Por vezes podem afetar grupos de pessoas que partilharam uma refeição, denominando-se toxinfeção alimentar.
As diarreias bacterianas podem ainda dever-se à ingestão de água contaminada ou por contacto com animais. Geralmente causam sintomas mais intensos do que as diarreias virais, tais como febre alta, dor abdominal intensa e sangue ou muco nas fezes.
DIARREIA PARASITÁRIA
São uma causa mais rara de diarreia aguda. Os seus sintomas habituais são diarreia aquosa, dores de barriga, vómitos e febre baixa.
Outras possíveis causas de diarreia aguda incluem:
A principal complicação da diarreia aguda é a desidratação, ou seja, a perda excessiva de líquidos. Isto é raro em pessoas adultas saudáveis. Contudo, alguns grupos estão em maior risco, nomeadamente:
Entre os sinais de desidratação a que é preciso estar atento incluem-se:
A maioria dos casos de diarreia são ligeiros e curam-se espontaneamente no intervalo de um ou dois dias.
Os pontos principais do tratamento são:
Em casos de desidratação ligeira, pode ser suficiente aumentar a ingestão de líquidos. Os mais adequados são:
Não estão recomendadas bebidas que contenham cafeína.
Para crianças pode também ser útil a água de arroz. Esta é preparada cozendo duas colheres de sopa de arroz num litro de água, deixando ferver até reduzir a cerca de metade. Em seguida, retira-se o arroz e adiciona-se água fervida até perfazer novamente um litro.
As soluções de reidratação oral (SRO) são mais adequadas para bebés e podem ser preferíveis quando a perda de líquidos for mais intensa, em qualquer idade. A sua composição facilita a absorção de água no intestino delgado e a reposição dos sais minerais perdidos pelo organismo. Não diminuem a intensidade da diarreia, mas ajudam o organismo a recuperar.
As SRO podem ser líquidos prontos a beber ou saquetas de pó para diluição em água.
No caso das saquetas, existem algumas recomendações específicas:
Apesar destas recomendações gerais, deverá consultar e seguir as recomendações de conservação existentes no folheto informativo ou na embalagem do produto.
A quantidade de SRO a ingerir depende do grau de desidratação e do peso da pessoa, mas geralmente varia entre 50-100 mililitros por cada quilograma de peso corporal. O seu farmacêutico poderá ajudá-lo a calcular a quantidade adequada de SRO.
A SRO deve ser ingerida de forma regular e em quantidades pequenas, ao longo de um período de quatro horas. Após esta fase inicial, é importante voltar a ingerir SRO após cada episódio de diarreia ou de vómito.
Algumas medidas simples podem facilitar a toma destas soluções:
Se não existirem náuseas ou vómitos, é importante manter a ingestão de alimentos, o que vai acelerar a recuperação.
Os alimentos recomendados em casos de diarreia aguda são:
Os bebés e crianças pequenas devem continuar a beber o seu leite habitual, quer seja materno ou leite para lactentes.
Crianças mais velhas ou adultos podem ter dificuldade em digerir os laticínios. Assim, pode ser útil uma interrupção temporária do seu consumo. Os iogurtes naturais são mais bem tolerados e podem continuar a ser consumidos.
Os alimentos a evitar incluem:
A medida mais importante para prevenir a transmissão dos microrganismos que causam a diarreia é a lavagem frequente das mãos. Em alternativa, e se não houver sujidade visível, as mãos podem ser friccionadas com uma solução hidro-alcoólica.
Se estiver doente, deve lavar as mãos após cada ida à casa de banho e antes das refeições, e não deve preparar refeições para outras pessoas.
Se habitar, ou estiver a cuidar de uma pessoa com diarreia, deve lavar as mãos:
Manter condições de higiene adequadas durante a preparação e conservação dos alimentos é fundamental para prevenir a diarreia causada por ingestão de alimentos contaminados. Alguns cuidados importantes são:
A desinfeção de utensílios e objeto pessoais é outra medida preventiva importante, nomeadamente:
A maioria dos casos de diarreia melhora apenas com medidas alimentares e de prevenção da desidratação. Em algumas situações, certos medicamentos podem ser úteis para aliviar os sintomas. Contudo, não são adequados para todas as pessoas.
Consoante a situação, o farmacêutico aconselhará medidas que facilitam a recuperação e, se necessário, os medicamentos mais apropriados para cada pessoa. O farmacêutico pode ainda identificar situações que necessitam de avaliação médica.
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